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À categoria bancária
Diante desse novo espaço que o
Sindicato oferece à nossa categoria, não poderia deixar de
prestigiá-lo. Vi que foi inaugurado com a carta do
companheiro Marcelo Acioli, que já dirigente desse
sindicato para nosso orgulho. Entendo a imensa tristeza e
decepção que se abate sobre os ombros de um companheiro
que nunca faltou às campanhas eleitorais contra as elites
dominantes. Sempre esteve votando, pedindo votos e
ajudando financeiramente à causa das transformações
sonhadas pelos trabalhadores. É uma pena vê-lo passando
por esse sofrimento.
No entanto, vejo a carta que o
companheiro Sérgio Braga envia também à seção recentemente
inaugurada e que faz uma análise política também com bons
fundamentos. Creio ser desnecessário repetir o que foi
dito. A esperança permanece. Os sonhos também. A LUTA
CONTINUA.
Por outro lado, um outro tema
foi abordado e que me animou a debater. Fui dirigente da
Previ por quatro anos com muito orgulho, eleito de forma
soberana e democrática nacionalmente. Por nossa atuação
livre, destemida e coerente fomos perseguidos e até
destituídos pelo “democrático” governo de FHC. O mesmo
governo que afastou mais de 50 mil colegas de nosso
convívio profissional durante seus dois mandatos
presidenciais.
Hoje na Previ temos diretores
representantes dos funcionários (Alexandre, Érik e Cecília
Garcez) que mantém sim uma atuação decente e comprometida
com a Previ e seus 150 mil associados. O Banco indicou
Sérgio Rosa, Renato Chaves e Aguiar. São também três
companheiros da maior dedicação e seriedade no trato com
os interesses da Previ e de todos os associados.
Nosso Fundo de Pensão está
livre de qualquer acusação irresponsável que pode estar
aparecendo hoje na onda de denuncismo que assola o País. A
escolha de representantes para atuar nas empresas é feita
com muito critério. É lógico que não há espaço para todos
os que desejam e se inscrevem. São quase mil inscritos no
cadastro de pretendentes a conselheiros e apenas 250
vagas, aproximadamente. A inscrição do Marcelo, por
exemplo, é muito recente e existe muita gente já esperando
há bastante tempo. Existe um remanejamento que se faz
periodicamente. Eu, por exemplo, que era conselheiro de
Sauípe S.A. não fui indicado dessa vez, com o intuito de
dar a vaga a outros. Isso é uma prática natural e salutar
na Previ.
A Previ nunca orientou nenhum
de seus conselheiros a propor ajuda eleitoral em empresa
alguma. Isso é um absurdo e uma suposição inconseqüente. A
própria Previ nunca destinou um único centavo a nenhum
político. Digo isso de seis anos para cá, pelo menos. Se
alguma empresa faz doação à campanha política que não seja
limpa e correta, logicamente também não passa por decisão
do Conselho de Administração daquela empresa, não é mesmo?
E, portanto, o conselheiro da previ que lá se encontra não
poderia participar de uma discussão dessa.
Não é justo se colocar em
dúvida a história e a honestidade de centenas de colegas
nossos (a maioria absoluta de aposentados) que são
conselheiros em empresas participadas da previ, por
supostas denúncias sem fundamento algum que aparecem neste
momento. Vamos ter calma e prudência no que reproduzimos
para não cometermos injustiças. A Previ é uma Instituição
séria que está dirigida por pessoas extremamente sérias
também. Pro nosso bem, aliás.
José Roberto Mendes do
Amaral
Banco do Brasil
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