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Mulheres:
os controles são diversificados e visam intimidar,
submeter, proibir a expressão verbal e interditar a
fisiologia, com o controle do tempo e de permanência no
banheiro. Relaciona atestados médicos e faltas
involuntárias à suspensão de cestas básicas ou promoções.
Homens:
os mecanismos de controles, preferencialmente, têm o
objetivo de atingir a sua virilidade.
É possível estabelecer o nexo causal de situações de
assédio moral?
Resolução do Conselho Federal de Medicina determina que o
nexo causal entre os transtornos de saúde e as atividades
do trabalho seja estabelecido com base em exame clínico
(físico e mental) e em outros exames complementares,
quando assim a necessidade exigir. Ao médico caberá
considerar também as seguintes variáveis: história clínica
e ocupacional, estudo do local de trabalho, estudo da
organização do trabalho, dados epidemiológi-cos,
literatura atualizada, ocorrência de quadro clínico ou
subclí-nico em trabalhador exposto a condições agressivas,
depoimento e experiência dos trabalhadores, exposição dos
trabalhadores a situações de humilhação, identificação de
riscos físicos, químicos, biológicos, mecânicos e
es-tressantes e conhecimento e prática de outras
disciplinas e de seus profissionais, sejam ou não da área
de saúde.
Estratégias do agressor
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Destruir a vítima com mecanismos de vigilância acentuada
e constante. A meta é isolá-la da família e amigos, que
em decorrência desse método passa muitas vezes a usar
drogas, especialmente bebidas alcóolicas.
Frases discriminatórias utilizadas pelo agressor
Iniciativas para combater a ação do agressor
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Resistir é o primeiro passo, anotando com detalhes todas
as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou
setor, nome do agressor, colegas que testemunharam o
ocorrido, conteúdo da conversa e o que mais for
necessário).
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Exigir por escrito explicações do ato agressor,
permanecendo com cópia da carta enviada ao Departamento
Pessoal ou ao setor de Recursos Humanos e da eventual
resposta do agressor. De preferência, envie sua carta
registrada pelo correio, guardando o recibo.
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Procurar o sindicato e relatar o fato para os
representantes sindicais e instâncias como Ministério
Público do Trabalho, Justiça do Trabalho, Comissão de
Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina.
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Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas. O
afeto e a solidariedade são fundamentais para o resgate
da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
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Detalhe importante: se você for testemunha de cenas de
humilhação no ambiente de trabalho, a recomendação é
para que o medo seja superado e você assuma uma postura
de solidariedade com seu colega. Você poderá ser a
próxima vítima e, neste momento, o apoio dos seus
colegas também será precioso. O medo só reforça o poder
do agressor.
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