|
Um
ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária. Para
que isto seja possível, os trabalhadores devem adotar um
mecanismo de vigilância constante com vistas a condições
de trabalho dignas, baseadas no respeito ao diferente, no
incentivo à criatividade e na cooperação.
A luta
para resgatar a dignidade e a auto-estima passa pela
organização autônoma dos trabalhadores. Um dos passos para
que essa meta seja alcançada é a organização de forma
coletiva em sindicatos, Cipas e OLP (organização por local
de trabalho). Também deve ser buscada a participação dos
trabalhadores em comissões de saúde, centros de referência
em saúde dos trabalhadores, comissões de direitos humanos
e núcleos de promoção de igualdade e oportunidades, além
dos núcleos de combates à discriminação no
emprego/profissão existentes nas delegacias regionais do
trabalho.
O
combate eficaz ao assédio moral no trabalho pressupõe a
formação de um coletivo multi-disciplinar, com o
envolvimento de diferentes atores sociais: sindicatos,
advogados, médicos e outros profissionais de saúde,
sociólogos, antropólogos e grupos de reflexão sobre o
tema. Em grande parte, como sinônimo de cidadania, a
qualidade de vida está condicionada a esses procedimentos.
O que acontece dentro da empresa é imprescindível para a
democracia e para os direitos humanos.
Lutar,
portanto, contra o assédio moral é contribuir para o
exercício concreto e pessoal de todas as liberdades
fundamentais. Em defesa das vítimas, associações,
sindicatos e pessoas sensibilizadas individualmente com
essa questão devem desenvolver um trabalho permanente de
alerta sobre os danos à saúde provocados por esse tipo de
assédio.
|