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Os assaltos e a
importância de serem emitidas as CAT's
Você sabe o que é TEP? Transtornos do Estresse
Pós-Traumático é um mal que ataca quem tem contato
com a violência. No Brasil poderia chamar-se também de
MAL DOS BANCÁRIOS. Na fase mais crítica, o doente tem
reações de alarme exageradas, afeto instável, tendência a
se isolar, estado de excitação crônica, distúrbios do sono
e medo de ficar louco. Ansiedade e depressão
freqüentemente levam a idéias de suicídio. A doença pode
se manifestar logo após o incidente ou até cinco anos
depois. A pessoa passa a sofrer com muito medo,
isolamento, falta de vontade de se divertir ou trabalhar,
cansaço extremo e pesadelos.
A CAT ( Comunicação de Acidente de Trabalho ) é
obrigatória e o funcionário deve solicitar a emissão da
mesma em caso de assalto, pois na maioria dos casos em
que, principalmente os gerentes de agências, tiveram a
família como refém, os mesmos foram demitidos. Todos os
bancos se negam a falar sobre o assunto. Alguns até foram
consultados, a exemplo do Santander, Bradesco e Itaú, mas
todos alegaram motivos diversos para não falar sobre o
assunto. Apenas o Banco do Brasil tem um programa pioneiro
para atendimento aos funcionários de agências assaltadas.
O programa é administrado pela Diretoria de Gestão de
Pessoas ( GEPES ).
Há casos de demissões até por justa causa no Bradesco,
depois que o tesoureiro de uma agência em São Paulo
entregou o dinheiro aos ladrões que tinham sua família
como refém. "Eu gostaria de vê-los (os ladrões) presos,
mas me sinto mais violentado pelo banco", disse. Outro
bancário, do Santander, após ter ocorrido um assalto,
também foi demitido pelo banco, apesar dos seus 25 anos no
emprego. O motivo apresentado foi o de que a empresa
"perdeu a confiança em você".
O Sindicato dos Bancários de
Alagoas, através de sua Secretaria de Saúde e Condições de
Trabalho, alerta a categoria sobre a importância da
emissão da CAT para preservar os direitos do empregado,
pois no Banco Real dois gerentes foram demitidos após
assalto, mesmo com suas famílias tendo sido reféns. O
banco alegou que ambos não obedeceram as normas
estabelecidas pela empresa.
Ciro Roberto Cardoso dos Santos
Diretor de Saúde
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