04/06/2008 - 13:00

Posse de conselheiros eleitos consolida gestão paritária na Funcef

Os eleitos são Fabiana Matheus e Marco Moita (Conselho Deliberativo) e Renata Marotta e Antoci Neto (Conselho Fiscal). Mandato cobre período de quatro anos

A Funcef, o terceiro maior fundo de pensão do país, tem importância vital dentro do cenário econômico nacional. Essa consciência permeou na terça-feira a cerimônia de posse de um conselheiro deliberativo e de um conselheiro fiscal e seus respectivos suplentes para a fundação, ocorrida em Brasília (DF). Foram empossados os conselheiros eleitos Fabiana Matheus/titular e Marco Antônio Moita/suplente (Conselho Deliberativo), além de Renata Marotta/titular e Antoci Neto/suplente (Conselho Fiscal). Na ocasião, os conselheiros indicados pela Caixa também tomaram posse.

Aberta pelo presidente da comissão eleitoral nacional e diretor de Administração e Finanças da Fenae, Jair Pedro Ferreira, a cerimônia foi prestigiada por dirigentes de entidades associativas e sindicais, aposentados, empregados, gestores e dirigentes da Caixa e funcionários e dirigentes da Funcef.

Além de Jair Ferreira, compuseram a mesa dos trabalhos as seguintes personalidades: Guilherme Lacerda (presidente da Funcef), Marcos Roberto Vasconcelos (presidente do Conselho Deliberativo e vice-presidente de Controle e Risco da Caixa), Clarice Coppetti (vice-presidente de Tecnologia da Informação da Caixa), Emanoel Souza de Jesus (presidente do Conselho Fiscal), Plínio Pavão (coordenador da Comissão Executiva dos Empregados – Contraf/CUT), Décio de Carvalho (presidente da Fenacef) e Pedro Eugenio Leite (presidente da Fenae).

Uma fundação cada vez mais democrática e sintonizada com os anseios de seus participantes e assistidos foi destacada por todos os oradores. Em seu discurso, Jair Ferreira lembrou que a recente eleição para conselheiros foi a terceira realizada pela Funcef nos últimos cinco anos. Ele destacou a eleição de diretores executivos e a mudança no Estatuto como passos fundamentais para ampliar a democracia nas instâncias de fundação. Questionou, no entanto, o porquê de participação tão baixa dos associados no processo eleitoral: 25% de um contingente aproximado de 90 mil participantes e assistidos. E concluiu: “É preciso fazer uma reflexão aprofundada sobre o que ocorreu”.

Guilherme Lacerda afirmou ser necessário valorizar todo o recente processo eleitoral de conselheiros, que resulta em uma das mais importantes conquistas políticas da fundação: a paridade na gestão. Ele afirmou que há hoje, na Funcef, uma maior percepção do que deve ser feito e da missão e postura a serem adotadas.

Para Marcos Vasconcelos, a eleição de conselheiros conclui mais uma etapa do processo de consolidação de mais gestão paritária na Funcef, classificando esse momento de bastante rico. Na cerimônia, Clarice Coppetti representou a presidenta da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho. Ela disse, na ocasião, que a gestão compartilhada colocou a Funcef, hoje, no patamar de maior controle, transparência e participação.

Emanoel de Jesus também defendeu a necessidade de que seja feita uma reflexão séria sobre o resultado eleitoral, de modo a perceber quais foram as dificuldades em todo esse processo. Ele disse ser preciso ainda buscar uma Funcef cada vez mais transparente, para aumentar a participação de seus associados.

Plínio Pavão começou seu discurso lembrando que esses momentos são sempre de muita emoção. Para ele, a eleição de conselheiros decorre de uma manifestação democrática e tem relação direta com a paridade na gestão. Desejou sucesso aos eleitos.
Pedro Eugênio observou que, apesar da participação pequena, o processo eleitoral foi democrático e precisa ser respeitado. Lembrou a todos os presentes que os gargalos devem ser avaliados adequadamente, defendendo que a reflexão sobre o que ocorreu seja feita não só pelas entidades representativas, mas também pela Caixa e pela Funcef. Pedro Eugenio foi enfático ao cobrar da Caixa e da Funcef maior agilidade na resposta aos ataques que são desferidos contra ambas. O presidente da Fenae concluiu seu discurso com o seguinte comentário: “Todos precisam agir. O momento de vitória é, também, momento de pensar no futuro”.

Para Décio de Carvalho, a etapa da posse é a última do processo eleitoral. Ele disse que o momento, agora, é para dar seqüência ao trabalho que já vem sendo desenvolvido, acrescentando que os aposentados vão continuar oferecendo apoio aos conselheiros eleitos.

Homenagem
O final da cerimônia foi marcado por uma homenagem aos conselheiros eleitos e seus suplentes que encerraram seus mandatos, com destaque para as que foram prestadas a Antônio Luiz Firmino, Olívio Gomes Vieira e Regina da Costa Brito.

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