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21/08/2008 - 15:30 Santander compra prédio de R$ 1 bi, no maior negócio imobiliário do país TONI
SCIARRETTA O banco Santander concluiu a compra da Torre São Paulo, antigo esqueleto da Eletropaulo na esquina da avenida Juscelino Kubitschek com a marginal Pinheiros (zona sul de SP), para onde deverá levar pelo menos 6.000 funcionários, que estão hoje espalhados em quatro prédios na cidade. O edifício foi comprado da construtora W/Torre por R$ 1,06 bilhão, o maior negócio imobiliário já fechado no país. Para lá, deverão se mudar a partir de março de 2009 os principais departamentos administrativos e de apoio do banco espanhol, incluindo a área de atacado, que fica em um prédio alugado na marginal Pinheiros, próximo ao shopping Eldorado. Também deverá receber os funcionários oriundos do Banco Real, cuja sede hoje fica na avenida Paulista. Além da nova sede do Santander, o local já abriga a butique Daslu e terá ainda um shopping da rede Iguatemi, um hotel cinco estrelas e outro prédio de escritórios. Ao todo, deverá ter uma população de até 10 mil pessoas, que despejará na região -uma das mais congestionadas da cidade- mais de 6.000 carros, número total de vagas no complexo. Nos horários de pico, deverão entrar e sair 1.800 pessoas no local. Com 28 andares, o prédio será um dos mais modernos do país em termos de tecnologia sustentável. Sua fachada de espelhos refletirá 80% do calor externo e permitirá economizar o uso de luzes e de ar-condicionado. O sistema de esgoto a vácuo, por exemplo, proporcionará economia de 90% da água utilizada, que será reaproveitada da chuva. O edifício terá 16 elevadores, que geram sua própria energia durante a descida. Símbolo
de uma "São Paulo que não deu certo" nos anos
80, nas palavras do urbanista Pedro Taddei Neto, professor da USP, o prédio
deverá se converter agora em um marco do capitalismo financeiro
atual e mudar a paisagem urbana da cidade. Para o urbanista, a história
do prédio se confunde com os altos e baixos da economia do país.
Ele lembra que o prédio "surgiu atrasado" nos anos 80,
projetado para abrigar milhares de funcionários públicos
numa época em que o setor encolhia devido às privatizações. Uma das primeiras a apostar na região, Eliana Tranchesi, dona da Daslu, disse estar animada com a chegada dos vizinhos do Santander. "Para a Daslu, quanto mais gente transitar, melhor. Isso aqui era uma vergonha cinco anos atrás. Era uma área abandonada, horrorosa, alagava, tinha rato." Para
Tranchesi, a única preocupação é com o trânsito
da região. "Isso tem que ser visto com bastante análise",
disse.
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